"Sentido na Linguagem" - Edson Piaia

A questão do sentido na linguagem constitui o ponto nodal nas teorias linguísticas, quando elas definem seu objeto de estudo. O Curso de Linguística Geral de Saussure, como se sabe, é considerado o marco inicial da Linguística científica. No entanto, ao dividir a linguagem em língua e fala, tomando a língua como objeto de estudo, Saussure exclui dos seus estudos categorias de análise importantes como o sujeito e o mundo em que podem apresentar muitas hipóteses de conhecimento, vamos destacar algumas estudadas.

Na semântica formal, podemos perceber que o sentido e o mundo estão entrelaçados, ou seja a semântica formal considera que uma propriedade central das línguas naturais é o fato de ser algo, isto é que são utilizadas para estabelecer referencialidades. Deste modo a semântica esta relacionada com o sentido, significado e significação é entendida como uma relação entre linguagem e aquilo sobre o que essa língua fala, objeto no mundo.

Então a semântica pode ser considerada verdadeira através de seu significado, nada pode ser considerado verdadeiro segundo estudiosos se não conhecer as condições pelas quais uma sentença é verdadeira.

Esta relação citada entre sentido e mundo, podemos destacar um exemplo do estudioso Frege ele mostra um exemplo de referencia e objeto, usou a frase Estrela da manhã, isto pode evocar diferentes representações em diferentes falantes, pode também estar associado a um sentimento, enfim até mesmo como um objeto no céu.

Desse modo a referencia de uma expressão é objeto ou individuo que ele aponta no mundo e o sentido é o modo como apresentamos este objeto, isto é, o caminho pelo qual chegamos a ele.

Agora vamos falar um pouco sobre a pragmática, pois em nossos estudos é também de suma importância, segundo Plaza Pinto a Pragmática é definida como a ciência que trata do uso linguístico, é a ciência que estuda as condições que governam a utilização da linguagem humana /prática linguística.

O objeto de estudo da Pragmática é o uso concreto da linguagem e mais especificamente da fala, pois não a vê isolada da sua produção social. Isso significa que os pragmaticistas procuram explicar a linguagem defendendo a não centralidade da língua em relação à fala, distanciando-se desse modo do corte saussureano.

Podemos dizer que a pragmática está no ato da fala e que ocorrem em diferentes situações comunicativas associada à linguagem e interação representada pela transmissão de mensagens, nos podemos classificar por elementos básicos da comunicação, seguindo; o emissor sendo este o locutor quem produz o discurso, ou seja, a mensagem, o receptor que ´o interlocutor quem recebe a mensagem e a decodifica, a mensagem que é o conteúdo do texto, código que é o sistema de sinais por exemplo o idioma, canal de comunicação meio pelo qual é transmitido a mensagem visual, auditivo, etc, e o ambiente local que ocorre a enunciação do discurso.

Partindo deste pressuposto apresentemos agora alguns fatores pragmáticos existentes; a situcionalidade que envolve a situação comunicativa, a intencionalidade envolve as intenções comunicativas de quem produz a mensagem, a aceitabilidade envolve o esforço do interlocutor em compreender a mensagem produzida, a informatividade que envolve as informações da mensagem emitidas pelo locutor e a intertextualidade envolve a relação com os outros.

Um exemplo é uma pessoa ela pode ser pragmática, ter seus atos, suas atitudes, baseado na verdade absoluta na praticidade das soluções em diversos contextos.

Continuando nosso estudos, partimos agora a Teoria da enunciação em que apresenta questões subjetivas, pois para Emile Benviste em sua teoria da enunciação incorpora a noção de subjetividade, para ele o sujeito é “eu” que se caracteriza pela sua homogeneidade e unicidade e que se constitui na medida que interage com um “tu” opondo-se ambos a não pessoa.

De acordo com ele o discurso é a manifestação da enunciação que por sua vez, é o ato de produzir o enunciado, pode-se dizer que o enunciado é o produto da enunciação é o processo de produzi-lo.

Ele apresenta ao dêiticos que são formas que recobrem os indicadores pessoais e espaços temporais e dentre elas destaca; dêiticos pessoais: eu, tu, ele; dêiticos espaciais: demonstrativos; advérbios, locuções adverbiais; dêiticos temporais: advérbios e locuções adverbiais.

O autor considera que o emprego das formas e o emprego da língua constituem mundo diferentes, porque, enquanto a primeira descreve as regras responsáveis pela organização sintática da língua e é necessária nas descrições linguísticas, a segunda inclui o ato de colocar a língua em funcionamento.

Ao enunciar o locutor de apropria do aparelho formal, da língua para referir-se sobre algo do mundo e implanta um outro diante de si, que tem a mesma necessidade, assim todas as línguas dispõe de um aparelho formal nada mais é do que a marcação da subjetividade na estrutura da língua.

Vamos agora falar sobre analise do discurso em que prioriza no texto a interpretação por meio de de leituras criticas e reflexivas em que trabalha de acordo com a língua no mundo com maneiras de significar, com homens falando.

Um mesmo indivíduo tem a possibilidade de optar por usar diversas formas linguísticas de acordo com a circunstância que oriente a contextualização verbal, ou seja, adota formas diversas de comunicação de acordo com a ocasião o contexto social, ou a identidade para quem está falando. Sendo assim, a utilização de uma linguagem mais padronizada é efetivada de acordo com a situação em que o indivíduo se encontra, especialmente quando possui um caráter de formalidade maior.

A linguagem esta ligada a meios históricos e culturais em que as pessoas acabam não desenvolvendo habilidades linguísticas O Brasil é composto por uma variedade intensa de raças, costumes e culturas e isso influencia significantemente as formas de comunicação. Não bastasse isso, ainda observam-se as diferenças acentuadas quanto às origens sociais e econômicas, bem como a divisão de classes, sendo que todos estes elementos desencadeiam diferenças na forma de falar.

Um dos fatores que mais influenciam nessas diferenças no modo de falar é a quem o indivíduo está se dirigindo, afinal, de acordo com a posição social, grau de intimidade ou situação, ele despenderá maior ou menor cuidado com a forma de falar, diferenciando as formas de expressão de acordo com seu interlocutor. Assim, é possível perceber que não é o interlocutor que afeta ou não essa situação, mas sim a forma que é visto por quem fala.

A analise do discurso leva em consideração o fato de origem considerando os processos e as condições do processo de linguagem pela analise da relação estabelecida pela língua com os sujeitos que a falam e as situações em que se produz o dizer.

Para Analise do discurso o sujeito faz e diz o que se pede que ele faço o diga de acordo com a posição em que se encontra. De acordo com isso ele não pode mais ser considerado como aquele decide sobre os sentidos do próprio discurso, mas aquele que ocupa um lugar social e a partir dele anuncia sempre inscrito num processo histórico que lhe permite produzir determinados discursos e não outros.

De fato, trata-se de formas de comunicação que faz uso de métodos que tem como objetivo fazer-se comunicar, compreender e estabelecer interações. Estas experiências têm a característica de promover o desenvolvimento de habilidades onde o individuo, além de compreender o conhecimento sobre as formas de abordagens comunicativas adequadas, faça o uso dela.

O sujeito moderno passou por um ponto estratégico de mudança em sua identidade, este ponto se relaciona com o individualismo, isso porque com o desenvolvimento do modernismo os indivíduos se libertaram de seus apoios estáveis nas tradições e estruturas, e devido a isso as mudanças na identidade cultural foram drásticas.

É imprescindível compreender as atitudes de cada ser, ele esta em contato direto com seus costumes diários, ele vem de uma tradição que viveu e na maioria das vezes ainda vive neste espaço, ou seja, seus familiares, as identidades se formam de acordo com a interação do sujeito em seu grupo ou nas relações sociais que esta inserido de acordo com sua estrutura social.

A linguagem é um requisito de suma importância para as pessoas, porém cada uma, fala de acordo com o que ouviu e aprendeu, nosso mundo está completamente variado por linguagens diferentes, mas, no entanto não é incapaz de se adequar a elas, quando citamos o nosso sujeito queremos levar para ele uma nova forma de compreensão quanto as variedades linguísticas, não como maneira correta e exigida, mas um novo conhecimento, para que se possa fazer o uso de linguagens.

Então o sujeito não é livre para dizer o que diz, mas é convocado de acordo com AD para inconscientemente a ocupar um lugar em determinado função social enunciando somente aquilo que lhe é permitido dizer a partir do lugar que ocupa.

Objetivo fundamental da língua que é a comunicação, desta forma a sociedade é composta por vários falantes sendo que cada indivíduo possui uma forma de linguagem diferente. A língua está inserida em todos os aspectos sejam eles sociais e históricos. A língua bem conduzida pode ser um requisito muito forte para os preconceitos sociais.

Para Orlandi (1999, p. 47), a ideologia faz parte da constituição dos sujeitos e dos sentidos, pois o indivíduo é interpelado em sujeitos pela ideologia ao produzir o discurso. Dessa forma, (...) o sentido é uma relação determinada do sujeito afetado pela língua com a historia. É gesto de interpretação que realiza essa relação do sujeito com a língua, com a historia e os sentidos.

A partir destas ações, surgem novas evoluções, fator que se consolida na competência comunicativa, pois ela passa a ocorrer de forma mais clara e objetiva, que deriva primeiramente do aprendizado das normas gramaticais e as palavras mais adequadas a ser utilizadas. Após o domínio destes aspectos, a abordagem ganha qualidade ao mesmo tempo em que se transforma em experiência, resultando numa comunicação mais fluente e natural de cada povo.

REFERENCIAS:

FERNANDES, Bassuma Claudia, ‘Os Caminhos do pelo Sentido”,

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