"Concordância nominal" - Nadia Cristina Weiss Pires

O assunto escolhido para a análise é concordância nominal do 9º fundamental II e do terceiro ano do ensino médio, no ensino fundamental o conteúdo é abordado de acordo com a idade e adequado à compreensão dos alunos do 9º ano, havendo relação do gênero textual, propaganda publicitária com o conteúdo de sintaxe, partindo da conceituação de concordância inicialmente, exemplificando com o texto, seguindo para a concordância nominal propriamente dita mostrando somente a regra geral. Utiliza atividades partindo de outros dois gêneros textuais de conhecimento do discente, conforme exige a Base Nacional Comum Curricular - BNCC - (2017), a demanda cognitiva das práticas de linguagem deve “aumentar progressivamente desde os anos iniciais do ensino fundamental como o poema e as historias em quadrinhos. Para o aluno do ultimo ano do ensino fundamental as atividades estão adequadas ao gênero textual e de fácil entendimento, utilizando da interpretação de texto inicialmente para depois apresentar o conteúdo de sintaxe.
Ao ser analisado o livro do terceiro ano do ensino médio nota-se uma diferença gritante na questão de gênero textual, pois é apresentado o conteúdo sintático dentro do gênero textual artigo de opinião, onde anteriormente o gênero utilizado era de fácil compreensão e a linguagem visual do texto do fundamental II é atraente, mas quando é analisado o de ensino médio percebe-se claramente que o assunto está sendo tratado de forma complexa e utiliza a norma culta da Língua Portuguesa como exige esse tipo de gênero textual. Parte da interpretação de texto para introduzir sobre o que é concordância e então tratar sobre concordância nominal. Utiliza de outros gêneros textuais como romance e letra de música para o desenvolvimento das atividades.
As atividades analisadas para o 9º fundamental II estão dentro do conteúdo abordado, enquanto que no 3º do ensino médio a abrangência das atividades é bem maior, a qual abrange interpretação e análise textual, sintaxe, explorando a identificação e classificação das unidades linguísticas, classifica o tipo de sujeito presente no parágrafo, sua concordância, etc.., havendo questões de vestibulares anteriores, preparando realmente o discente para o que espera dele enquanto aluno.
Portanto, ao analisar os livros de Língua Portuguesa, acredito que alcançam os objetivos estabelecidos da Base Nacional Comum Curricular - BNCC - (2017), a demanda cognitiva das práticas de linguagem deve “aumentar progressivamente desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio”, pois fica claro que no terceiro ano do ensino médio aumenta o conhecimento do discente no conteúdo aplicado anteriormente, pois partem do pressuposto de que os alunos pretendem ampliar o conhecimento de conteúdos vistos em anos anteriores. Ao comparar os dois livros percebe-se que ambos fazem a análise dos textos a partir do conteúdo gramatical a ser estudado, apresentam atividades com o objetivo de facilitar o entendimento do conteúdo estudado.

Referências:

CEREJA, William Roberto, Tereza Cochar Magalhães, Português e  Linguagens, 9º ano, Saraiva 2019. São Paulo.
CAMPOS, Elizabeth Marques, Elizabeth Campos, Paula Marques Cardoso Viva, Português: ensino médio, Ática 2010, SP.

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