A charge nos mostra sutilmente o porquê de tantas lutas por direitos
ainda não conquistados, ou melhor dizer, conquistados mas não
respeitados, devido à falta de crédito de que as mulheres lutam,
trabalham, se esforçam tanto quanto os homens para conquistarem uma
posição ou cargo melhor na sua área de atuação, mas quando isso
acontece não acreditam na sua capacidade intelectual, sua
inteligência, e esforços próprios para consegui-lo. Simplesmente é
mais fácil acreditar que a mulher consegue esse crescimento pessoal
através de favores sexuais, não nos deixando esquecer que nossa
sociedade é totalmente machista.
O autor mostra justamente o posicionamento dos homens perante as
mulheres, pois a sociedade ainda duvida da capacidade e da
inteligência feminina, fazendo com que elas lutem diariamente para
se manterem aonde chegaram, essa exclusão feminina acontece em todos
os setores, sendo comprovado que até mesmo o salário de um mesmo
cargo ou função quando exercida por um homem tem um
valor mais elevado do que quando exercida por uma
mulher.
São decadente e degradante estarmos em pleno século XXI e
constatarmos que as atitudes para com as mulheres pouco mudaram.
Podemos constatar isso nas atitudes dos jovens, nas músicas que
cantam e que fazem sucesso, as quais falam que as mulheres são
objetos sexuais, e para piorar ainda mais a situação as próprias jovens cantam, dançam e aplaudem essas músicas e atitudes
deles e que em um futuro próximo elas irão perceber o quanto suas
próprias atitudes ajudaram a proliferar o machismo nato de nossa
cultura o qual instiga ao próprio feminicídio.
Quando somos jovens
pensamos que conosco será diferente e que faremos e seremos melhores
que nossos pais e avós, mas
quando amadurecemos percebemos que não conseguimos fazer
diferença e que o preconceito continua lá, sai ano, entra ano, e
que vivemos em uma
sociedade essencialmente masculina e machista e que nascer mulher é
nascer destinada a discriminação, ao silêncio e quando alguma
delas se destaca não pode ser por esforço e competência,
percebemos que estamos em uma
luta diária pela valorização
e reconhecimento tão dignos e labutados quanto ou mais que qualquer
homem.

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