A Psicologia
Educacional sistematiza os saberes necessários à compreensão dos
processos de sucesso e fracasso junto a espaços educativos (VIANA;
FRANSCHINI, 2006). É uma área de pesquisa que dá subsídios
teóricos e epistemológicos para profissionais. É a orientação
teórica disponível para conduzir ações educativas a partir dos
saberes sobre aprendizagem e desenvolvimento humano.
A Psicologia Escolar
é o trabalho que só o profissional formado em psicologia pode
exercer a partir dos conhecimentos da Psicologia da Educação e de
outras áreas dessa ciência. O conceito é definido por Khouri:
“O psicólogo
escolar atua, em primeiro lugar, de acordo com um papel de educador
[...] seu objetivo básico é ajudar a aumentar a qualidade e a
eficácia do processo educacional através dos conhecimentos
psicológicos. ”
No vídeo, o que é
a psicologia, é explicado que, a mente, o comportamento humano e de
animais, é estudado para poder entender como o ser humano funciona.
E no vídeo, sobre a
ação do psicólogo escolar, pode se disser que, ele busca entender;
os contextos culturais, as versões do professores e alunos, família,
interversões em níveis como escola, Família e aluno. Ao psicólogo
escolar, cabe buscar uma pratica que conduza o aluno a descobrir seu
potencial de aprendizagem; dar visibilidade a presença de sujeito
como uma totalidade, destacando sua subjetividade, proporcionar
reflexões críticas. É um profissional preparado para tratar
assuntos como: Bullyng, saúde do professor, orientação
profissional, adaptação escolar, inclusão escolar, sexualidade,
limites, problemas de aprendizagem. O psicólogo irá ajudar a tecer
novas possibilidades e formas de olhar e entender a escola- educação.
É importante
retificar que o psicólogo escolar não faz abordagem clínica junto
aos alunos ou à comunidade.
Os conceitos de
aprendizagem e de desenvolvimento e suas interrelações.
As contribuições
dos estudos da Psicologia Educacional permitem compreensão do
funcionamento cognitivo do aluno em diferentes momentos do ciclo de
vida. A forma como se pensa esse funcionamento é a diretriz para a
organização da ação didática.
Os dois conceitos:
aprendizagem e desenvolvimento. Como se posicionam Piaget, Vigotski e
Skinner acerca desses dois problemas relacionados à produção de
conhecimento:
Piaget: O desenvolvimento do conhecimento é
um processo espontâneo, que diz respeito ao desenvolvimento do corpo
e do sistema nervoso e ao desenvolvimento das funções mentais.
[...] A aprendizagem é atraido por situações — por um
psicológico; ou por um professor, com referência a algum ponto
didático; ou por uma situação externa. Oposta ao que é
espontâneo. (PIAGET, 1972, p. 19) A aprendizagem depende do processo
de desenvolvimento de estruturas cognitivas.
Vigotski: “A aprendizagem não é em si
mesma, desenvolvimento, mas uma correta organização da aprendizagem
da criança conduz ao desenvolvimento mental, ativa todo um grupo de
processos de desenvolvimento, e esta ativação não poderia
produzir-se sem aprendizagem. [...] A aprendizagem é um momento
intrinsecamente necessário e universal. A aprendizagem e o
desenvolvimento não coincidem imediatamente, mas são dois processos
que estão em complexas inter-relações [...]. O único bom ensino é
o que se adianta ao desenvolvimento. ” (VYGOTSKY, 2010, p. 117).
As três teorias
tratam a construção do conhecimento de formas diferentes, que
permitem sistematizações necessárias para que se percebam as
necessidades e demandas cognitivas a partir da opção teórica que a
escola e os professores façam. Nesse sentido, os fundamentos da
educação alinham a forma mais condizente de se ensinar a partir da
escolha teórica do Projeto Político Pedagógico – PPP, da escola.
As abordagens da
psicologia no campo educacional.
Os pesquisadores Jean
Piaget, Lev Semyonovich Vigotski, Burrhus Frederic Skinner, estudaram
fatores do processo de desenvolvimento humano.
Jean Piaget, estudou
biologia e psicologia a partir de uma perspectiva construtivista.
Empenhou-se no desenvolvimento da epistemologia genética para
explicar a manutenção e reorganização dos processos cognitivos.
Segundo sua teoria, a capacidade de acumular conhecimentos, a
capacidade de interagir com os conhecimentos novos é que mobiliza a
ampliação das estruturas cognitivas.
O desenvolvimento,
nesse sentido, implica na adaptação ao meio, pela interação.
Segue os principais conceitos:
Assimilação: o
sujeito, ao interagir com o objeto, incorpora elementos e
informações. O organismo se impõe ao meio. ( Piajet, acreditava
que acontecia quando a pessoa se depara com coisa que, poderia ser
fácil compreendida, porque são familiares por exemplo: Uma criança
de 5 anos que nunca viu um boneco na frente, e quando ela ver pela
primeira vez pode pensar que seria uma pessoa, porque é muito
semelhante com o ser humano, esse processo de recolher é
assimilação, ou seja ela compreende algo novo pelo seu entendimento
que possui.
Acomodação:
modificação e/ou ajuste do pensamento quando algo é incorporado. A
mente reorganiza-se para se adaptar ao meio. ( a criança precisara
modificar seu conhecimento prévio, para dar conta das novas
informações com as quais está se deparando, a esse processo de
modificação de conhecimento prévio é a acomodação e ele é
fundamental para que a compreensão sobre os bonecos seja enfim
assimilado pela criança.
Adaptação:
equilíbrio nas relações com o mundo e entre o que assimila e
acomoda.
Equilibração:
superação dos conflitos que ocorrem na interação com o meio.
(Para Piaget, ele acreditava que para uma pessoa ficar em equilíbrio,
ela tinha a necessidade de aprender, isso queria dizer que se
sentiria melhor entendendo o mundo que acerca.)
Esquema: esquemas
mentais e/ou de ação para abordar e conhecer a realidade. O
conhecimento de um objeto implica em incorporá-lo aos esquemas já
existentes – mesmo que isso implique em organização de outro
esquema mais complexo.
Para Piaget, “[...]
o conhecimento é organizado a partir da internalização de
conceitos por meio da ordenação, classificação e internalização
de novos dados a partir da maturação anterior de estruturas.”
(PIAGET, 1972, p. 19).
Para Piaget, o
desenvolvimento é uma construção que cabe ao sujeito, o autor o
classifica por meio da faixa de maturação biológica.
Fases do
desenvolvimento cognitivo em Piaget:
Fase: Sensório-motora
Aproximação com a
linguagem: 0 a 2 anos: Inteligência sem linguagem. Formação de
imagem mental. Inteligência prática. Anomia: a conduta é
determinada pelas necessidades/não há regras.
Pré-operatória: 2 a
7 anos
Aquisição da
linguagem. Egocentrismo: anomia.
Operações
concretas: 7 a 11 ou 12 anos.
Operações
intelectuais. Heteronomia: construção progressiva de
regras/obediência vigiada.
Operações formais:
11 ou 12 anos em diante
Pensamento abstrato.
Autonomia: consciência moral.
O construtivismo, é
a interação com o meio que faz com que as aprendizagens e o
processamento das informações ocorram de modo introspectivo, o
pensamento é a interiorização da ação. E está relacionado a
projeto escolavistas em que o professor é facilitador de novas
interações. Piaget aponta três fazes importantes do
desenvolvimento moral, que são:
a) Anomia: não há
consciência de regras e nem da necessidade de segui-las pois são as
necessidades básicas que orientam o comportamento;
b) Heteronomia:
cumprimento estrito das regras sem capacidade de análise sobre
condicionantes ou exceções;
c) Autonomia:
capacidade de discutir e estabelecer regras por meio do diálogo e
negociações.
Em relação às
práticas pedagógicas:
Escola nova: A
educação se propõe a servir aos interesses dos indivíduos, e se
funda sobre a princípio da vinculação da escola como meio social,
tem ideal aprofundamento humano de solidariedade de serviço social e
cooperação.
O que é a educação
construtivista: é a grande diferença de escolhas uma escola
construtivista e que a criança tem que estar no centro da proposta
pedagógica. A diferença está no formato do conteúdo apresentado,
ela tem: Conteúdo, professores capacitados, planejamento, regras.
São vários doutores que sustentam os estudos pedagógicos, como
Piaget, Vygotsky e Skinner.
Vigotski foi um
estudioso russo formado em Direito, Literatura e História. Em
relação à psicologia, desenvolveu leituras sobre toda a teoria
produzida em sua época incluindo a psicanálise, behaviorismo e as
primeiras ideias de Jean Piaget. A síntese dessas obras o ajudou
propor uma reorganização teórica que é conhecida como psicologia
histórico-cultural.
Funções
psicológicas superiores: formas conscientes com que o ser humano se
relaciona com o mundo, com outros seres humanos e consigo mesmo.
Mediação: movimento
de auxílio para o desenvolvimento das estruturas superiores.
Internalização:
apropriação ativa da cultura - a atividade interpsíquica passa a
ser intrapsíquica.
Zonas de
desenvolvimento: níveis de desenvolvimento do sujeito a partir das
suas experiências. Segundo Vigotski, a zona de desenvolvimento
proximal, ZDP é:
“[...] a distância
entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar
através da solução independente de problemas, e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de
problemas sob a orientação de um adulto, ou em colaboração com os
companheiros capazes”. (1993, p. 97)
Em relação às
práticas pedagógicas: A teoria sociocultural está relacionada às
tendências progressistas da educação. Segundo a Pedagogia
Histórico Crítica de Demerval Saviani (1991), ambas as teorias se
organizam a partir do materialismo histórico.
O conceito de
aprendizagem mediada é a principal contribuição dessa teoria à
didática. Explica que a aquisição de conhecimentos ocorre a partir
de uma ponte entre o ser humano e o ambiente. Os elementos mediadores
da aprendizagem são os instrumentos e os signos; os primeiros são
ferramentas desenvolvidas/utilizadas de forma sofisticada. Os signos
são representações mentais sobre o mundo real.
Conforme Vigotski
“[...] o caminho do objeto até a criança e desta até o objeto
passa por outra pessoa.”
Para Skinner, a
teoria do comportamento operante parte do pressuposto de que é
possível organizar/estimular comportamentos por meio de reforços. É
possível mobilizar respostas com base em alguns protocolos
específicos.
Skinner acredita que
a ciência comportamental traz a possibilidade de evolução
cultural. Em relação à linguagem, leva-se em consideração a
organização da cognição fundada em uma cadeia de processos de
estímulo-resposta-reforço. Sempre que há evolução na produção
linguística a criança é recompensada. Por exemplo da série
americana The Big Bang Theory.
Como elemento de
reforço oferece chocolate sempre que Penny se aproxima daqueles
comportamentos. Por outro lado, quando utiliza o borrifador de água
está usando da estratégia de punição – há a retirada do
chocolate.
Para Skinner, a
modelagem propriamente dita é modelar um comportamento, nada mais
que ensinar um organismo a um comportamento novo.
Muitos profissionais
da educação ainda utilizam essas técnicas sem ter consciência. A
fragilidade dessa teoria na área educacional é o fato de que
Skinner não considera aspectos importantes do desenvolvimento como a
interação, consciência e o juízo moral. Os objetivos educacionais
pretendem projetar, nas crianças e adolescentes, um modelo de
adulto, com fundamento nas atividades condicionadas.
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