Resenha Crítica
O texto ora resenhado, de título “Literatura, muito prazer”, é um texto de Elisa Meirelles (editora assistente de Nova Escola) com reportagem da equipe Nova Escola e Gestão Escolar. A reportagem inicia com uma pequena nota de Denise Guilherme, a qual é formadora de professores e curadora da rede de leitura “A Taba”. Na sequência, traz o texto de Meirelles o qual é objeto desta resenha e que foi publicado na edição 234 de agosto de 2010 da Associação Nova Escola.
A texto “Literatura, muito prazer”, é uma crítica sobre leitura em sala de aula. Mas além da crítica traz sugestões de: por que ler, quem lê, como ler, quando ler, onde guarda os livros e o que ler. Também comtempla o leitor com uma série de sugestões de livro para leitura, que estão divididas em educação infantil, educação 1º ao 5º ano e 6º ao 9º ano, e por fim ela traz um item intitulado “a formação literária do professor. Em cada item tem diversos subitem e ao final de cada um traz sugestões de leitura.
No primeiro parágrafo Meirelles traz uma crítica sobre a leitura em sala de aula. Ela nos diz que a escola é um lugar privilegiado para se estimular o gosto pela leitura, que muito se fala do poder da literatura, mas infelizmente no Brasil, com raras exceções, as salas de aulas estão longe de ser um “celeiro de leitores”, pois se costuma seguir roteiro no mínimo enfadonhos. Os quais indicam títulos clássicos “empurrados goela a baixo” e isso se torna uma tarefa burocrática e sem graça, o que faz com que os alunos não leiam mais nada. A autora nos diz que a experiência da leitura deveria ser desafiadora para que o jovem ao se formar entendesse os benefícios da leitura e apresenta uma estatística do Ibope um tanto quanto preocupante, a qual nos mostra que 145% da população não lê nenhum livro por ano.
No segundo parágrafo a autora sugere que antes de compreender e analisar os aspectos formais de uma obra o estudante precisa gostar de ler e que cabe a escola dar acesso às obras e ensinar os chamados comportamentos do leitor, e acrescenta que o ideal seria que isso começasse na infância, mas que nunca é tarde para abrir o primeiro livro.
Na sequência Meirelles traz um item intitulado “Literatura na Educação Infantil: para começar, muitos livros”, no qual ela traz mais seis subitens. Inicialmente a autora fala do papel fundamental do professor, nesses anos iniciais, de creche e pré-escola, na função de garantir que os pequenos tenham o contato com os livros e desenvolvam, desde cedo, o gosto pela leitura. No primeiro subitem “por que ler”, ela nos diz que mesmo a criança não sabendo ler deve ser colocada em contato com os livros, pois ao ver um adulto lendo e ouvir uma história é que elas começam a se interessar pelo mundo das palavras. No subitem dois, “quem lê”, a autora diz que mesmo sendo o professor que faz leitura os pequenos devem ter contato e manipular os livros. No terceiro subitem, “como ler”, a autora sugere dois modelos básicos de leitura, o contato pessoal da criança com o livro onde esta manipula e é incentiva a folhar o livro ou roda de leitura, em que o professor lê para toda a turma. No subitem seguinte, “onde guardar os livros”, Meirelles sugere que estes fiquem em ao alcance das crianças. No último e sexto subitem, “o que ler”, ela aconselha os contos de fada – que são os que mais encantam as crianças.
Meireles também aponta alguns erros que se comete ao ler para crianças como ignorar as opiniões delas, impor uma interpretação, substituir os livros por figuras ou fantoches e ater-se aos clássicos.
No segundo e terceiro item, “Literatura do 1º ao 5º ano: ajude os alunos a ler com autonomia” e Literatura do 6º ao 9º ano: ensine a teoria sem deixar de lado as práticas de leitura”, a autoras elenca os mesmos subitens, cada um com dicas de acordo com o período letivo. Além de elencar os erros mais comuns.
Ao final de cada item Meireles traz diversas sugestões de livros para leitura, cada qual de acordo com o ano de estudo.
E por fim Meirelles traz um item intitulado “Formação literária do professor: nunca é tarde para gostar de ler”, no qual ela relata que muitos professores não tiveram a oportunidade de construir uma história como leitores de literatura, e que os professores do ensino público brasileiro tiveram pouco acesso e estimulo a leitura. Nesse item a autora também traz subitens com dicas de como ler, como virar um leitor, o livro (e outras linguagens), quando ler, onde ler, o que ler e ao final dicas de vários títulos para ler.
A situação de formação de leitores no Brasil é preocupante, de leitores críticos, mais ainda. É necessário e urgente que se resgate isso, de forma a incentivar o hábito de leitura, não só em sala de aula, mas também em família. Este texto/reportagem contém dicas valiosas para professores, não só de literatura, mas também de como se organizar para leitura em sala de aula, tais como: por que ler, quem lê, como ler o que ler e onde guardar os livros. Dicas estas que podem ser aproveitadas e aplicadas em sala de aula e no dia a dia da escola.
Bibliografia
Reportagem da edição 234, de agosto de 2010, indicada por Denise Guilherme. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/7730/literatura-muito-prazer
Link da publicação do texto de Elisa Meirelles. http://www.santoandre.sp.gov.br/biblioteca/bv/hemdig_txt/100824004m.pdf.
1 Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e o Instituto Pró-Livro mostra que 45% da população não lê nenhum exemplar por ano (desses, 53% dizem simplesmente "não ter interesse" e outros 42% admitem "ter dificuldade").
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