"Linguística e suas ramificações" - Nadia Cristina Weiss Pires

A questão do sentido na linguagem constitui o ponto nodal nas teorias linguísticas, quando elas definem seu objeto de estudo. O Curso de Linguística Geral de Saussure, como se sabe, é considerado o marco inicial da Linguística científica. No entanto, ao dividir a linguagem em língua e fala, tomando a língua como objeto de estudo, Saussure exclui dos seus estudos categorias de análise importantes como o sujeito e o mundo.

Saussure enxergava a língua como um sistema de signos e bem como diz respeito à estrutura do sistema linguístico, dando-se o conceito de forma. De outra forma, a fala apresenta-se como a expressão da língua no mundo físico através por entre os sons, concedendo-lhe a característica de substância. É importante listar suas diferenças, ao mesmo tempo em que a língua é coletiva (existe no grupo), abstrata (uma convenção de regras) e sistemática (cada um dos elementos componentes só se pode definir relativamente aos outros elementos), a fala é própria (cada individuo expressa por si só), concreta (existe no mundo físico) e assistemática (por ser expressão individual nem sempre obedece aos critérios do sistema).

Nesse caso, ele do mesmo modo estudou as relações de vínculo ou associação de seus elementos. Autodenominaram de relações sintagmáticas as que discorrem da linearidade da língua, isto é, as inúmeras combinações de elementos que se submetendo ao modelo determinado pelo sistema constituem uma nova concordância de definição.

As associações de elementos concebendo igualdades e desigualdades no mesmo ponto de uma cadeia intitularam de relações paradigmáticas, que são mutáveis ou permutáveis de si para consigo.

A esses elementos outorgou a denominação de signo que é formado de um significado e um significante. O significado é um entendimento que determina a condição de entender as coisas, já o significante é uma representação acústica, em outras palavras, é parecido com o psíquico da interpretação melodiosa do signo, por isso nas relações de significado, Saussure se expressa sobre o ponto de vista de valor, que diz respeito ao grupo de desigualdades semânticas do signo.

A Semântica vem para resolver as questões deixadas de lado por Saussere em relação à língua/fala, segundo Fernandes, a partir disso a semântica cuidará sobre os questionamentos em relação ao sentido/significado/significação que uma palavra ou um texto assumem, quando inseridos em determinado contexto de interlocução. A efetiva interação entre os envolvidos com o ato comunicativo viabiliza o alcance dos objetivos traçados.

A Semântica Formal julga como uma qualidade cêntrico das línguas humanas o ser a respeito de alguma coisa, i. e., pelo motivo de que as línguas naturais são empregadas para dialogar sobre instrumentos, pessoas, acontecimentos, ocorrências, particularidades, caracterizados como superficiais à própria língua. Desta forma, a representatividade é julgada como uma de suas características essenciais. Dessa maneira, na Semântica Formal, o significado é compreendido como uma conexão entre a linguagem por um lado, e, por outro, aquilo a respeito do de que modo à linguagem expressa.

Esse panorama anuncia que o significado de uma sentença é a forma circunstância que ela relata e que a definição destes acontecimentos prováveis é correspondente às circunstâncias real da proposição.

A Semântica da Enunciação, do mesmo modo aceitada como Semântica Argumentativa, admira uma interpelação onde a intencionalidade do emissor indica a interpretação apresentada no pensamento. De outro modo, sabe-se a enunciação como origem prioritária do conhecimento a ser difundida.

Koch (2002) declara que a Semântica da Enunciação “tem por função identificar enunciado cujo traço constitutivo é o “de serem empregados com a pretensão de orientar o interlocutor para certos tipos de conclusão, com exclusão de outros”. Em outras palavras, resumindo, com a presunção de debater. A Semântica da Enunciação é capaz de demonstrar-se, no meio de inúmeras estruturas, em: POLIFONIA, PRESSUPOSIÇÃO.

A Pragmática foi examinada em 1977 como a direção determinada da linguagem, isto é, analisando-se como os utilizadores e usufruidoras de uma língua a servir-se de em sua prática linguística por um lado e por outro o estudo das condições que comandam essa prática. Estuda-se antes de tudo o uso da linguagem, originando-se dos estudos de Saussure que defende que a língua é motivo de estudo da Linguística e a Pragmática tem em vista a fala, a língua em utilização.

Analisa-se então o corpo social e seu entendimento, como a linguagem vigora nas mudanças de linguagem entre seus utilizadores. É capaz de afirmar que esse estudo é ainda correspondente aos dilemas associados à utilização da linguagem. Os estudos de Peirce, que fez um trabalho demorado para esclarecer o conceito do signo, estabeleceram e fragmentaram suas explicações em dez gêneros fundamentais. Seus importantes adeptos foram William James e Charles W. Morris, e este defende o preceito da ciência unitária, à medida que James começa o que ficou popular como o Pragmatismo americano, resultando mais tarde seus estudos ligados às administrações práticas direcionadas para a ação.

Um dos debates entre vários estudiosos dos temas linguísticos está em concordância com a formulação gramatical das frases, ou melhor, a maior inquietação seria os locutores de uma língua exprimir-se em conformidade com as normas gramaticais contemporâneos e que não poderiam submeter-se em construções gramaticais que estivesse inadequadamente elaborada, o que modificaria a Pragmática em um “depósito de todo tipo de considerações extras gramaticais e dos efeitos desses fatores na forma gramatical e léxica”.

De acordo com a Pragmática o assunto dentro do qual a comunicação foi realizada intervém no entendimento da afirmação proferida, deste modo se um indivíduo diz a outro: Como está frio aqui é capaz de compreender pelas circunstâncias uma solicitação para que a ventana seja fechada. Essas coisas vão necessitar das circunstâncias que de comando da linguagem do interlocutor desse indivíduo. Quem pesquisa os atos de fala é Searle, que conforme ele os atos são elementos da comunicação linguística e se empreendem em conformidade com as regras. No exemplo acima a frase lembra o ato linguístico de solicitar. e o ouvinte pode ser competente de fazer o que é solicitado, como regra constitutiva.

Na teoria dos Atos da Fala o sentido e a ação concepção descritiva da Linguística, segundo a qual as afirmações servem para descrever um estado de coisa. Essa concepção descritiva da Linguística, segundo a qual as afirmações servem para descrever um estado de coisas, podendo ser verdadeiras ou falsas divide os enunciados em dois tipos: os constativos, que descrevem um estado de coisas e os performativos, por meio dos quais são executados atos, isto é, aqueles que correspondem à execução de uma ação. Austim foi seu maior defensor, apela sempre para as noções do Princípio de Cooperação e das Máximas Conversacionais, pois é por meio delas que o falante leva em conta, sempre, o desenrolar da conversa e a direção que ela toma.

Um primeiro ensinamento a ser determinado constitui-se no fato de a Teoria da Enunciação benvenistiana assegurar a partir de um pensamento linguístico. As pesquisas sugeridas por Benveniste tendem esclarecer os procedimentos da língua e seu desempenho, a partir da adaptação desta pelo locutor. Atingir um ponto de vista linguístico não quer dizer delimitar os estudos enunciativos à análise descritiva das formas linguísticas; os elementos da língua têm de ser observadas em sua aplicação e, conforme menciona o autor, observadas sob o modo e o entendimento. Benveniste, principalmente, coloca em destaque a questão da significação, uma vez que, para ele, “o próprio da linguagem é, antes de tudo, significar” (BENVENISTE, 2006, p.222).

Desta forma, convém investigar como a linguagem promove-se para executar sentidos e que mecanismos proporcionam a semantização da língua. Flores et al. (2009, p.20) justifica que “estudar a linguagem do ponto de vista da enunciação é estudá-la do ponto de vista do sentido” – o núcleo é o sentido, o qual transcorre todos os níveis de análise linguística – outro começo.

A Análise do Discurso é uma atividade da linguística na área da Comunicação, e constitui-se em examinar a organização de um texto e a partir disto entender as estruturas ideológicas presentes no mesmo. A expressão em si é uma concepção linguística ligada ao contexto social em que o texto é elaborado. Isto é, as ideologias presentes em um discurso são de modo direto definidas pelo contexto político-social em que no qual o seu autor.

O corpo social que proporciona o contexto do discurso observado é o apoio de toda a organização do texto, vinculando, assim sendo, todo e qualquer componente que seja capaz fazer parte do logicidade do discurso. O texto só consegue de este modo ser autodenominado se o seu ouvinte for capacitado de entender o seu significado, e isto compete ao autor do texto e ao cuidado que o mesmo emitir ao contexto da composição de seu discurso. É a ligação fundamental para a existência da comunicação verbal: emissão – recepção – compreensão.

As práticas discursivas formam do mesmo modo outros campos de ação de análise do discurso, como o Universo de Concorrências, que se constitui na disputa entre inúmeros locutores para alcançar um mesmo grupo-alvo. A começar disto, os locutores têm de orientar-se do contexto da origem do seu ouvinte, para que assim sendo sejam capazes de aproximar-se conforme sua própria ideologia, formando com que assim, sua mensagem seja obtida e constituída pelo ouvinte sem que o próprio perceba que está sendo centro de uma tentativa de persuasão. No íntimo do estudo do Discurso há do mesmo modo o discurso estético, realizado por intermédio de representações, e que investigam a pessoa no decorrer de sua sentimentalidade, que está relacionada ao seu contexto da mesma forma.

Com base no estudo de todos os pontos de vista da expressão chega-se ao mais relevante: o sentido. O sentido do discurso não é estável, por inúmeras razões. Pelo contexto, pela aparência, pela organização do discurso, pelo seu modo de colocação. O sentido do discurso encontra-se a todo o momento em aberto para a oportunidade de interpretação do seu destinatário. A consequência do discurso é evidentemente, transmitir uma mensagem e atingir um propósito intencional de um a outro lado da interpretação e interpelação do sujeito objetivo.

Referências Bibliográficas

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MULLER, Ana. Semântica Formal. In: Fiorim, José Luiz. (Org.). Introdução à Linguistica. II Princípios de Análise.. 1 ed. São Paulo: Contexto, 2003, v. 2, p. 137-159. OLIVEIRA, L.A. Manual de Semântica. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.
Semântica estruturalista. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-08-21]. Disponível na www:
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PINTO, J.P. Pragmática. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (orgs.) Introdução à Linguística. São Paulo: Cortez, 2004.
BENVENISTE. E. Problemas de lingüística geral I. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas, SP: Pontes Editores, 2005. BENVENISTE. E. Problemas de
lingüística geral II. Trad. Eduardo Guimarães et al. Campinas, SP: Pontes Editores 2006.

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