A noção
de que
uma língua
faz parte
de um
sistema fechado
e rígido,
com regras fonológicas
e gramaticais que devem ser seguidas, dos anos de estudos de
linguística homogênia, em que todos seus integrantes falem uma
única língua e uma única variante linguística (CHOMSKY,1965).
Porém, a noção do falante monolíngue, considerando “falante
ideal” está cada vez mais sendo contestado em muitos países,
incluindo o Brasil. Nos últimos anos, uma forte reação contra o
monolinguismo ganhou força e novas teorias de ensino de línguas
emergiam: bilinguismo,
multilinguismo e
mais recentemente
plurilinguismo. Neste
artigo, seria o
plurilinguismo o modelo para ser utilizado no ensino da língua
portuguesa no Brasil, desde o ensino fundamental até a
educação Universitária.
O uso
da teoria
plurilíngue no
ensino da
Língua Portuguesa.
Percebe-se algumas
diferenças em
relação ao
estudo da
língua com
a teoria
plurilíngue. No
ensino fundamental
e médio
do estado de
São Paulo,
nota-se que
o conceito
plurilíngue é
praticamente inexistente.
O documento
(SÃO PAULO,2010) é centrado em análise de textos e enfatiza
cinco aspectos (p.32).
TIPO- Comparação linguística que organiza- pela sua predominância
em um texto- os diferentes gêneros textuais.
GÊNERO- Evento linguístico social que organiza os textos a partir
de características sócio- semióticas: Conteúdos, propriedades
funcionais, estilo e composição estrutural.
TEXTO- Totalidade semiótica de sentido constituída por uma
combinação de linguagens e operações aplicadas de uma produção
semiótica concreta.
ENUNCIAÇÃO- Acontecimento
pelo qual
um indivíduo
empírico, por
meio de
trabalho físico e
mental, produz um enunciado que será recebido, em processo
interativo e social, por outro indivíduo. Esse acontecimento
instaura um “eu” que, dentro do enunciado, assume a
responsabilidade do
ato de
linguagem e
um “você”
constituído pelo
“eu” (enunciador)
do texto.
DISCURSO- Produto de uma enunciação composto de todos os elementos
que concorrem ao processo de significação, superando a somática
das partes. O discurso esquematiza as experiências a fim de
torna-las significantes e compartilháveis.
Considerando a grande diversidade linguística no Brasil e que a
noção de uma comunidade monolíngue é inexistente, instituições
educacionais devem respeitar, valorizar e promover tal diversidade.
Nesse sentido, a teoria plurilíngue pode ser usada como base para o
desenvolvimento de
práticas pedagógicas
e projetos
colaborativos que
possam ser
feitos durante
aulas de língua portuguesa. Cabe ressaltar que esses projetos
requerem certas considerações, primeiramente, a infraestrutura de
cada sala de aula e cada instituição deve ser levada em
consideração. Espera-se que o plurilinguismo no Brasil seja aceito
cada vez mais por instituições de ensino para que faça jus a uma
sociedade plural existente e continue a valorizar as
diferenças.
Mecanismos para inserir uma pessoa tecnologicamente são muitos nos
dias de hoje. O importante é se atentar aos resultados, viver na era
da informação é fantástico e pode mudar o aprendizado se desde
cedo oferecermos o que é possível com as ferramentas em mão.
Confio cada dia
mais no
poder dos
professores para
se tornarem
vetores de
mudança social
importante, utilizando tecnologia, didática a serviço de um
mundo melhor. A exclusão digital é um tema discutido por
pesquisadores, especialmente em países como o Brasil, com
desigualdade na distribuição
de renda
e no
acesso à
educação. No
âmbito da
educação, as
questões referentes
ao letramento digital vêm sendo discutidas, inclusive na
tentativa de pesquisarem e testarem práticas que ajudem na formação
das pessoas e em seu melhor aproveitamento das tecnologias digitais,
políticas de
acesso às
redes e
aos dispositivos
são ensaiadas,
assim como
existem focos de
formação continuada de professores para essas
questões.
REFERÊNCIA
RIBEIRO,
A. E. NOVAIS, A. E. Letramento digital. Belo Horizonte.
CARMO, Josué G. Botura. O letramento digital e a inclusão social.
Disponível em: http://paginas.terra.com.br/educacao.
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