Na presente pesquisa a linguagem é parte constitutiva e constituinte
do ser humano, sendo que decorre da necessidade de interação e da
vida em sociedade do homem, com os outros; o ser humano não existe
fora da linguagem, sendo que o acesso do sujeito à realidade é
medido pela linguagem(BAGNO,2010). Ao entender a língua(gem) como
uma prática social de construção de sentidos, no momento em que se
ensina língua também se ensinam formas de entender e de construir o
mundo(JORDÃO,2013). Nisso centra-se a natureza da linguagem, como
possibilidade de expressão e comunicação, assim como conhecimentos
e valores. Em outras palavras; a linguagem é a principal ferramenta
mediadora da constituição da identidade do sujeito, pois é nela
que a relação entre o “eu” e os outros se cria, assumindo uma
postura ativa. Para
Hall(2003), a
identidade se
forma, ao
longo do
tempo, medida
por processos
inconscientes, sendo que permanece sempre incompleta, estando
sempre em construção. A identidade não se caracteriza com algo
fixo, mas está sujeito a mudanças. Sua definição, dessa forma,
está em constante reformulações. A identidade não pode ser
adquirida, visto que está associado ao processo de construção do
sujeito inserido num determinado contexto social e histórico. A
identidade profissional vem se modificando para atender as novas
necessidades da sociedade. Essa consideração vale para a identidade
docente, enquanto
prática-social.
A pesquisa vai apresentar aspectos relevantes da Linguística
Aplicada(LA), no que se diz respeito
ao contexto
histórico, levando
em consideração
que se
trata de
uma ciência
jovem, por não
possuir nem um século de existência. Surgiu na necessidade de criar
uma metodologia de ensino de língua, mas tomou uma proporção tão
grande, a ponto de ser responsável por uma série de campos de
investigação interdisciplinar e novas formas de pesquisa quanto ao
uso da linguagem, seu objeto de estudo, tomando para si uma
identidade própria. Com o seu desenvolvimento, criam-se escolas,
associações e publicações, incentivando e disseminando a LA pelo
mundo.
No Brasil, a LA começa na década de 1970, marcada por cursos, e
investimentos na área e aborda vários outros contextos fora de sala
de aula. A LA é, por muitos, entendida como aplicação das teorias
linguísticas, no entanto, tem-se consolidado como ciência autônoma
com metodologia e técnicas próprias. A partir daí, houve a
necessidade da LA contar com outras ciências sociais para contribuir
com conceitos e modelos, como Psicologia, Sociologia, Pedagogia, etc.
Essa pesquisa objetiva considerar a trajetória da LA até se firmar
como ciência
independente. Portanto foi dividido em três seções; Linguística
Aplicada; Contexto Histórico; Linguística Aplicada no Brasil; e
Aplicação da teoria
Linguística.
Pesquisa sobre
os professores,
enquanto profissionais,
exercem um
papel essencial
no processo de
mudança social. Os processos de formação de professores vem se
destacando no campo da pesquisa da Linguística Aplicada(LA), para
valorizar o profissional de línguas. A metodologia adotada consiste
numa abordagem qualitativa, entre algumas características que se
salientam nas narrativas em relação à identidade docente, estão a
complexidade da docência, o gostar da profissão, assim como as
práticas pedagógicas diversificadas e
“transgressivas”.
A Linguística
Aplicada, é
uma área
de investigação
de domínio
próprio que
tem como
objetivo identificar e analisar questões de linguagem na
prática dentro ou fora do contexto escolar e social. (Linguística
Aplicada= prática/teórica/prática. A Linguística Aplicada
contribui no ensino de línguas porque serve para refletir sobre o
processo ensino/aprendizagem de língua, qual
melhor caminho,
metodologia/abordagem e
estratégias de
ensino. Os
estudos de
integrados à formação
do professor
e sua
prática em
sala de
aula. A
L.A. desenvolve
estudos sobre
diversos problemas:
Interação verbal,
aprendizagem de
segunda língua,
análise do
discurso pedagógico,
compreensão e leitura, estudos de letramento, estudos sobre produção
textual, elaboração de material didático, bilinguismo e
outros.
L.A. surgiu na mesma época em que o pensamento de Chomsky se tornava
conhecido e após décadas de herança saussuriana. Podemos a partir
disso, reconhecer conceitos entre língua materna
e língua
portuguesa, isto
é, os
seres humanos
em situações
reais de
fala. Como
se pôde observar,
a L.A. tem a sua história permeada por transformações e pela busca
de identidade, seus princípios
foram expandidos
e suas
fronteiras alargadas.
Mas a
utilização da
escrita através
do alfabeto é o principal meio pelo qual todas as tecnologias se
desenvolveram e ainda continuam evoluindo cada dia mais
rápido.
A escrita organiza o pensamento, e vem para garantir registro das
ações e pensamentos humanos; ela foi desenvolvida para as relações
sociais, ideias e informações. Para a sociedade mostra-se
a evolução
da escrita,
a noção
de tempo
e espaço
se modificaram.
Hoje conseguimos
encurtar distâncias
através das
tecnologias, temos
contato em
tempo real
com pessoas
que estão a
milhares de
quilômetros de
nós, mas
a utilização
da escrita
é o
principal meio
pelo qual
todas as tecnologias se desenvolvem, evoluindo cada dia
mais.
Entre os alunos que cursam a quarta-série do ensino público,
cinquenta e cinco por cento, não sabem ler nem escrever. Ou seja,
trinta e três milhões de crianças e adultos são analfabetos
funcionais. O analfabetismo funcional é silencioso e traz sérios
prejuízos ao país. Além de desestimular a criança que está na
escola, ele reduz as oportunidades de inclusão social,
principalmente entre os mais pobres. Não se trata de pessoas que
nunca entraram na sala de aula.
Elas sabem
ler, escrever
e contar,
mas não
conseguem compreender
a palavra
escrita num texto.
Para Bakhtin,
é a
“unidade real
da comunicação
verbal”; É
o uso
concreto da
língua, sendo
que a comunicação só existe na forma concreta dos
enunciados”. O enunciado é, portanto, individual, mas realizado
por um interlocutor considerado como social, no sentido de que é
perpassado sempre por outras vozes. Isto nos leva à compreensão das
demais características essenciais
do enunciado
apontadas por
Bakhtin. Se
o interlocutor
é social,
isto significa
que seu enunciado
(ou seu discurso, sua comunicação), sempre se dirige a alguém.
Essa é a compreensão responsiva ativa, de que nos fala Bakhtin.
Para Bakhtin, o texto verbal-oral ou escrito-
ou também
em outra
forma semiótica
é a
unidade de
todas as
disciplinas do
campo das ciências
humanas, ele é a realidade imediata para o estudo do homem social e
da linguagem, pois a constituição do homem social e da sua
linguagem é medida pelo texto, dentro dos quais os
Gêneros do
discurso e
outros. Reconhecer
ou saber
usar os
Gêneros é,
então necessário
para que possa,
não apenas
comunicar-se, mas
interagir verbalmente
nas diversas
esferas sociais
em que se encontre.
A língua é um instrumento de comunicação. Além disso, é um
instrumento cultural, político e moral, mas quem pode dizer que um
saber popular é incorreto? No artigo linguagem e Identidade social-
Técia A. Teles, explica que não há hierarquia entre os usos
variados da língua, assim como não há uso linguisticamente melhor
que outro. Em uma comunidade linguística, não tem padrão de
linguagem que possa ser considerado melhor que outro.
Referências
Bibliográficas
- BAGNO, (2010).
- JORDÃO, (2013).
- HALL, (2003).
- BOHN, Hilário A. A formação do professor de línguas; a construção de uma identidade profissional.
- CAVALCANTI, Marilda C. A. Propósito de linguística Aplicada.
- COSTA, Alexandre; GERALDI, João Wanderley. O paradoxo aplicado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário