Para Saussure, a língua é um sistema de signos formados pela junção do significante e do significado, ou seja, da imagem acústica e do sentido. Para ele o signo tem uma natureza psíquica e é a união do sentido e da imagem acústica, ou seja, do significado e do significante. Como o signo é a junção do conceito com a imagem acústica ele foge “à vontade individual ou social, estando nisso seu caráter essencial” (SAUSSURE, 2003, p. 25).
Ou seja, o Significante e o Significado formam o Signo, uma entidade psíquica com duas faces, a combinação do conceito (significado) e a imagem acústica (o significante) e a essa relação Saussure deu o nome de Significação, isto é, o ato que une o significante ao significado e que constitui um elemento essencial do signo. Outra contribuição de Saussure foi a arbitrariedade do signo linguístico, mas deixou o mundo fora de sua análise. (RODRIGUES).
O corte entre língua e fala estabeleceu um novo olhar para a linguística, pelo funcionamento. Definindo a história das línguas e língua mães em leis, buscando forças em um jogo. Com possibilidades de conduzi-las em leis gerais.
Delimitando. Definindo-as entretanto fala (parole) e língua (langue) pois possuem lado social e o lado individual. Que se sobressai ao indivíduo onde o lado social sendo representado pela língua) enquanto o individual é pela fala.
A linguagem soma língua e fala, onde a língua objeto de estudo da ciência específica e a fala é estudada pela fisiologia e psicologia. Colocamos a língua em todas as manifestações de linguagem, mas não devemos confundi-las, apesar de serem uma essencial a outra.
A língua produto social do ser humano e natural. Saussure relembra que língua é constituída por sistemas de signos e seu uso articulado a palavras só acontecem em colaboração da coletividade, que forma a unidade da linguagem, enquanto sistema. Pois, signo isolado pertence a primeiro ato individual. Assim, todos acabam reproduzindo mesmos signos para significar conceitos, para tanto ao ouvir falar de uma língua que não a conhecemos, entendemos o som, apesar de não compreendermos significados. E a fala é de cada indivíduo.
Com a função de separar uma da outra, o individual de que é coletivo, tem-se que a língua é fato da linguagem, que o indivíduo registra passivamente, ao contrário da fala, que individual é acidental onde o indivíduo exprime seu pensamento pessoal.
Entretanto a língua detém regras, combinações designo e consequentemente formamos frases, através de combinações disponíveis pela língua. E nem sempre ela é normal ou anômala. Aqui analise de discurso ganha um contorno. Esse corte da língua e fala colocado Saussure é a partir de seu funcionamento, não mais de sus função. Ficando língua objeto científico central da linguística, e a fala expressão das vontades individuais, onde cada pessoa é responsável por ela.
Em que consistiu o corte epistemológico feito por Saussure? Ferdinand de Saussure rompendo, dentre outras coisas, com os estudos gramaticais do século 19, num outro contexto científico. Enquanto os comparatistas analisavam os elementos linguísticos isoladamente Saussure passa a considerá-los enquanto termos constituintes de um sistema. “Nesse sentido, se vê que Saussure não se preocupava com a função, mas sim com o funcionamento, os deslocamentos. Saussure deixa de fora questões relativas a Parole, ao sujeito e a história. Tal decisão não pode ser atribuída a uma ingenuidade, uma vez que tinha profundo conhecimento do objeto pelo qual se refere ao estudo dos fatos de uma língua em um momento específico. Pode-se dizer que Saussure opta estudar determinado objeto, em determinadas formas. (CHIARI, 2010).
Os estudos de Saussure transformaram profundamente os estudos linguísticos, ele mostrou que era possível estudá-la de modo diferente do que se fazia nos estudos gramaticais herdados dos gregos e romanos, na Filologia e, por último, na Linguística Histórica (Gramática Comparada). Rompeu com a tradição a que pertencia e deu visibilidade a uma série de princípios e métodos que visavam transformar a Linguística em uma ciência independente das demais. “O CLG inaugurou, então, um novo paradigma para se compreender a natureza e o funcionamento da linguagem humana, por meio de uma abordagem descritiva, não histórica e sistemática (que mais tarde é entendida como uma abordagem estrutural)”. (WITZEL, 2019).
Bibliografia
WITZEL, Denise Gabriel. INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS. Disponível em: moodle.unicentro.br/moodle/course/view. php ?id=8159#section-1. Acesso agosto de 2017.
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