Nesse entendimento de serem Educação e Sociedade interdependentes encontramos um conceito que reage as relações entre os indivíduos onde, um único indivíduo é capaz de através de seus atos, causar efeitos, positivos ou negativos, em toda a sociedade.
E ao mesmo tempo é influenciado pelo todo. Educar faz parte da vida, parece sintetizar aqueles dois outros: criação, tratamento, cuidados que se aplicam aos educandos visando adaptar seu comportamento a expectativas e exigências de um determinado meio social.
Essas interdependências estão presentes no linguajar comum. Podendo ser família, escola, Igreja, fábrica e outros segmentos sociais. A educação tem de fato uma função adaptadora. E é inevitável que as gerações adultas cuidem de transmitir ás gerações mais novas os conhecimentos, suas experiências, modos de ação que a humanidade foi acumulando das relações incessantes entre o homem e o meio natural e social.
A educação não é a preparação para a vida, é a própria vida, é uma constante reconstrução de experiências. Com base nesse entendimento vimos cada forma de organização social é resultado das ações humanas, portanto passível de ser modificada, também a educação é um acontecimento sempre em transformação. E seus objetivos e conteúdo da educação não são sempre idênticos e imutáveis e variam ao longo da história e são determinados conforme o desdobramento concreto das relações sociais das formas econômicas da produção das lutas sociais.
A educação nunca pode ser a mesma em todas as épocas e lugares devido seu carácter socialmente determinado. Entendendo que a educação é uma atividade intencionalidade, é uma prática social cunhada como influência do meio social sobre o desenvolvimento dos indivíduos na sua relação ativa com o meio natural e social potencializando a atividade humana para torná-la mais rica, mais produtiva, eficaz diante das relações sociais.
A produção passa a ser organizada de cima para baixo, segundo os métodos do capitalismo de Estado, levando o aumento do poder dos dirigentes da indústria, do planejamento central e da política, passando este a mão da minoria gerando relações de exploração, entre o fazer e o pensar.
O papel da escola na preparação para o trabalho apresenta características básicas da organização do trabalho no capitalismo, obedecendo assim alguns critérios entre eles, escola/trabalho/ mercado, dos limites e alcances da escola para lidar com a questão do trabalho e do mercado de trabalho estes estabelecem entre si e com a totalidade social um entrelaçamento. A escola, como instituição social não pode ser pensada como se existisse autônoma, independente da realidade histórico-social. E sim, faz parte integrante e inseparável do conjunto dos demais fenômenos que compõem a totalidade social. Não é algo já dado e acabado e sim o produto de relações sociais, o produto da prática social de grupos e de classes. Por isso mesmo ela é transformadora. Função social da educação é transmitir o conhecimento acumulado socialmente, conhecimentos científicos, tecnológicos, filosóficos, culturais, indissoluvelmente ligados a experiência dos alunos e as realidades sociais amplas.
Além dessa realidade de sociedade e educação que se entrelaçam e são interdependentes, analisamos a importância de ambos terem uma vivência com a comunidade que estão inseridas, porém apontam para a viabilidade de um projeto de democratização das relações sociais.
Bibliografia
FRANCO, Luiz de Carvalho. A Escola do Trabalho de Escola. 3°edição. Editora Cortez. 1987. São Paulo.
LUCKES, Cipriano. Filosofia da Educação. São Paulo. Cortez. 1994.
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